
O que vale é a matrícula': o papel da escola na execução de medidas socioeducativas em meio aberto em Niterói/RJ
Yuri José de Paula Motta
“Qual o papel da escola na execução de medidas socioeducativas em meio aberto em Niterói, cidade metropolitana do estado do Rio de Janeiro? A partir do trabalho de campo desenvolvido junto a funcionários e usuários das políticas de assistência social (por meio dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social, os CREAS); e das políticas de educação (por meio do ingresso na licenciatura em ciências sociais e do estágio obrigatório em um colégio público), pude observar que a escola se mostra ausente na educação de jovens em conflito com a lei, e o que se espera desta instituição, principalmente por parte dos CREAS e do Poder Judiciário, é a sua participação cartorial por meio da produção de documentos, em especial a declaração de matrícula. O presente trabalho está dividido em duas partes e oito capítulos, nos quais apresento, nos primeiros, o campo de pesquisa e, em seguida, na segunda parte, a construção do fluxo entre escolas, CREAS e Poder Judiciário, no qual circulam adolescentes e documentos. Amparado por dois fios condutores, que dizem respeito às pedagogias explícitas e implícitas; e as dimensões punitiva, protetiva e educativa, busco compreender o que se espera da escola como participante legítima da política de atendimento socioeducativo. Um dos meus principais achados é o argumento de que mesmo com os documentos oficiais determinando a articulação do Plano Individual de Atendimento com as ações desenvolvidas nas unidades escolares, na prática o papel da escola na medida socioeducativa em meio aberto está mais vinculado a um registro cartorial do que com um objetivo pedagógico ou um resultado educativo. Isso se dá porque a escola, instituição fruto de uma sociedade hierarquizada, tende a abafar os conflitos ao invés de explicitá-los e tratá-los visando fins pedagógicos.”
Contato: (35) 98803-3500 | yurimotta@id.uff.br

Atrás de uma grade. Diálogos sobre o controle estatal de adolescentes entre Brasil e Argentina
Luana Martins, Frederico Policarpo, Juliana Vinuto e Florencia Graziano
Atrás de uma grade. Diálogos sobre o controle estatal de adolescentes entre Brasil e Argentina reúne pesquisas socioantropológicas que analisam as diferentes formas assumidas pela intervenção estatal sobre adolescentes vinculados aos sistemas de justiça juvenil no Brasil e na Argentina. Fruto de um longo intercâmbio entre equipes de pesquisa dos dois países, o livro propõe um olhar comparativo e etnográfico sobre um campo atravessado por tensões entre proteção, educação, responsabilização, controle e punição.Ao longo de sete capítulos, a obra percorre diferentes cenários e modalidades de intervenção: medidas alternativas e abordagens de adolescentes não puníveis na província de Buenos Aires; experiências de semiliberdade e internação no Brasil; condições de alojamento de jovens privados de liberdade em Salta; práticas de agentes socioeducativos; e o papel de escolas e universidades no cumprimento de medidas em meio aberto.A imagem de estar “atrás de uma grade” funciona como fio condutor para interrogar não apenas o confinamento, mas também um conjunto mais amplo de práticas, classificações e moralidades por meio das quais diferentes agentes estatais delimitam trajetórias juvenis e definem quem permanece diante, atrás ou sob a ameaça constante dessas grades. Ao mesmo tempo, os trabalhos recuperam as experiências e perspectivas dos próprios adolescentes, mostrando que eles não são meros destinatários das intervenções, mas atores que negociam, disputam e ressignificam aquilo que as instituições esperam deles.Em um contexto de renovadas demandas punitivas dirigidas a populações cada vez mais jovens, o livro busca contribuir para a compreensão de como se constroem e legitimam diferentes formas de controle estatal sobre adolescentes e quais desigualdades, hierarquias e violências são reproduzidas — ou podem ser questionadas — por meio delas.
Contato: 55 (21) 98864-9848 / 54 9 11 6162 1984 luanamartins@hotmail.com.br / grazianoflorencia@gmail.com

Para todos, vale o escrito: uma etnografia do jogo do bicho
Rômulo Bulgarelli Labronici
Este trabalho é uma etnografia do jogo do bicho tal qual é praticado nas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Busco apresentar os locais onde são feitas as apostas no jogo, os então chamados pontos. O foco é dado à atuação dos bicheiros, que trabalham diariamente com esta loteria informal. Um trabalho cuja rotina lida com possíveis problemas com a lei, além de outras tantas adversidades comuns em um grande centro urbano. Aqui, a figura do bicheiro se transforma na base de todo jogo, e é também a porta de entrada de tal prática. Sendo assim procuro observar as interações entre bicheiros e apostadores no momento da produção de uma aposta do jogo do bicho. Extravasando diferentes relações sociais e que a todo o momento se renovam. Relações pautadas pela mecânica do jogo e que adotam formas específicas no momento da interação. Buscando, assim, captar os sentidos atribuídos por eles às suas próprias ações.
Contato: (21) 98650-4720 romulolabronici@gmail.com

Rio de Janeiro, Território Indígena: presenças e retomadas na região metropolitana
Leticia de Luna Freire, Kelly Russo
A coletânea resulta de um projeto de pesquisa realizado na UERJ, com apoio do CNPq, que tinha como objetivo mapear a presença indígena na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, analisando as condições de vida, as características migratórias e as experiências dessa população no contexto urbano. Reunindo 20 textos, de pesquisadores indígenas e não indígenas de variadas formações, o livro abrange a presença histórica e contemporânea dos povos originários, revelando que o Rio de Janeiro nunca deixou de ser território indígena.
Contato: (21) 986902907 leluna2005@yahoo.com.br

Como nasce uma Sintonia: Estudo sobre o surgimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Brasília
Adriano Chaves Valente
O livro se baseia em pesquisa sobre a atuação de uma célula do grupo criminal Primeiro Comando da Capital (PCC) e traz a representação social do PCC compartilhada por integrantes dessa célula, chamada Sintonia 61. O estudo foi utilizado pelo autor em sua Dissertação de Mestrado na Universidade de Brasília e promove a inserção de três novas perspectivas às discussões no Brasil sobre a facção: o tempo (momento em que surge uma nova Sintonia), o lugar (Distrito Federal) e os sujeitos que a interpretam (os próprios membros do PCC).
Contato: (61) 99436-2670 keysbrave@hotmail.com

Crime e Território: dinâmicas criminais na Baixada Fluminense
Nalayne Mendonça Pinto; José Cláudio Souza Alves; Amanda Gabrielle de Araújo; Adriano Moreira de Araujo
“Crime e Território: dinâmicas criminais na Baixada Fluminense” apresenta uma análise profunda sobre a dinâmica da violência na Baixada Fluminense, revelando como facções criminosas, milícias, agentes públicos, grupos da contravenção, interesses políticos e econômicos se entrelaçam na disputa pelo controle dos territórios. Com base em pesquisas, dados estatísticos, mapas e estudos de campo, a obra investiga a relação entre homicídios, desaparecimentos forçados e o domínio exercido por grupos armados sobre a população.
Contato: 21 983717662 augustoperillo@gmail.com

Judicializando o interesse público: Brasil e EUA em perspectiva comparada
Márcio De Paula Filgueiras
“Crime e Território: dinâmicas criminais na Baixada Fluminense” apresenta uma análise profunda sobre a dinâmica da violência na Baixada Fluminense, revelando como facções criminosas, milícias, agentes públicos, grupos da contravenção, interesses políticos e econômicos se entrelaçam na disputa pelo controle dos territórios. Com base em pesquisas, dados estatísticos, mapas e estudos de campo, a obra investiga a relação entre homicídios, desaparecimentos forçados e o domínio exercido por grupos armados sobre a população.
Contato: 27 999800916 mpfilgueiras@gmail.com

Maternidades, violências e direitos: sobre pesquisa, divulgação científica e acolhimento
Lucía Eilbaum e Mariana Pitasse Fragoso
A coletânea Maternidades, violências e direitos reúne artigos de divulgação científica publicados originalmente em veículos de imprensa — jornal Brasil de Fato e Le Monde Diplomatique — como parte do Programa de Divulgação Científica da REMA (Rede Transnacional de Pesquisas sobre Maternidades Destituídas, Violadas e Violentadas). Os artigos abordam experiências de maternidades atravessadas por diversas situações de violência, bem como as estratégias de resistência e demandas por direitos em relação a essas violações. A coletânea inclui ainda dois artigos apresentando parte do trabalho da REMA: a experiência de criação do podcast Maternidades Ameaçadas e um curso de extensão enquanto tecnologia social feminista.
Contato: (21) 98010-9418 | mariana.pitasse@gmail.com

Justicia juvenil: un diálogo entre intervención, academia y activismo
Florencia Graziano e Federico Medina
“La Serie Documentos de Trabajo de la Colección Antropología Jurídica y Derechos Humanos se propone dar a conocer intervenciones puntuales alrededor de un tema de interés.
En este caso, Justicia juvenil: un diálogo entre intervención, academia y activismo reúne aportes de diferentes investigadores/as surgidos del workshop realizado en el Instituto de Ciencias Antropológicas de la Universidad de Buenos Aires.
En un contexto atravesado por el avance de respuestas punitivas, la justicia juvenil vuelve a ocupar un lugar central en el debate público. Sin embargo, esas discusiones suelen apoyarse en diagnósticos simplificados y alejados de las experiencias concretas.
Los textos aquí reunidos proponen otra mirada. A partir de investigaciones, prácticas institucionales y trayectorias de activismo, exploran cómo se construyen los problemas en torno al delito adolescente, cómo intervienen las instituciones y qué alternativas se están desarrollando en distintos países de América Latina. Comprender estos procesos requiere poner en diálogo saberes, experiencias y perspectivas diversas.
Este volumen invita a repensar las formas en que nuestras sociedades abordan los conflictos que involucran a adolescentes.”
Contato: 54 9 11 6162 1984 grazianoflorencia@gmail.com
Entre Periferias: Juventudes e Religiosidades no Brasil e na França
Yacine Guellati
Fruto de uma pesquisa etnográfica comparada entre as periferias de Brasília e Paris, este livro explora como os processos de socialização e identificação moldam o cotidiano das juventudes periféricas. A obra revela como as territorialidades e as religiosidades atuam como mecanismos centrais de resistência frente à presença desigual do Estado, permitindo que esses jovens redefinam suas identidades individuais e coletivas e superem os efeitos da estigmatização e das discriminações étnico-raciais, de gênero e sociais. Uma leitura essencial para compreender as complexas dinâmicas que atravessam as margens urbanas contemporâneas no Brasil e na França.
Contato: (61) 98154-2836 y.guellati1987@gmail.com

Administração de conflitos no espaço escolar : estudos interdisciplinares (volume 3)
Talitha Rocha; Boris Maia; Marcos Veríssimo
A proposta deste livro é trazer para as leitoras e os leitores uma discussão académica sobre a dimensão conflitiva das instituições escolares, sem tomá-los como anomalias ou problemas sociais a serem resolvidos (quando não extirpados). Os estudos aqui reunidos, em uma perspectiva interdisciplinar, partem da proposta de tomar os diferentes conflitos que são parte constitutiva da vida escolar (em sua inescapável diversidade) a partir de suas potencialidades analíticas, na medida em que sua descrição e análise permitem debater e compreender os processos contemporâneos de atualização da ordem social.
Contato: (21) 971212623 tmirian@hotmail.com ; borismaias@gmail.com; maverissimo.silva@gmail.com

"A sua paz e tranquilidade não tem preço": uma etnografia sobre narrativas públicas de mulheres que denunciam violência doméstica
Camila Pereira Belisario de Sousa
“Com base em narrativas de mulheres que denunciam a violência doméstica, o livro busca compreender os sentidos atribuídos à categoria “violência doméstica”, e as percepções dessas mulheres sobre as soluções apresentadas pelo Sistema de Justiça Criminal e as alternativas não institucionais para o problema”.
Contato: 21 99211-3583 camilabelisario@id.uff.br

Onde os corpos desaparecem: um estudo sobre valas clandestinas na Baixada Fluminense
Augusto Torres Perillo
Este livro é o resultado de uma pesquisa sociológica que utilizou o georreferenciamento para compreender a produção de valas clandestinas, a partir dos dados do Disque Denúncia, nos dois municípios que mais apresentaram casos na Baixada Fluminense, entre 2016 e 2020: Duque de Caxias e Belford Roxo.
Contato: 21 983717662 augustoperillo@gmail.com

Mercadores da (In)segurança: cidade e cidadania na África do Sul e no Brasil
Elizabete Ribeiro Albernaz
Este livro é o resultado de uma pesquisa sociológica que utilizou o georreferenciamento para compreender a produção de valas clandestinas, a partir dos dados do Disque Denúncia, nos dois municípios que mais apresentaram casos na Baixada Fluminense, entre 2016 e 2020: Duque de Caxias e Belford Roxo.
Contato: 21 983717662 augustoperillo@gmail.com

"A maconha é uma ferramenta": uma pesquisa etnográfica a partir de um coletivo canábico de atendimento terapêutico
Rebeca Sophia Lima Azeredo
Este livro trata da dissertação de mestrado da autora, em que o trabalho de campo foi realizado em um coletivo que auxilia pacientes e familiares na busca da maconha para fins terapêuticos. Esse coletivo canábico oferece acolhimento, atendimento médico e acompanhamento. A pesquisa tem como foco o olhar para a equipe do coletivo em questão.
Contato: (21) 99810-4635 rebecasla@id.uff.br

"A medicalização do corpo feminino: entre protocolos, normas, iatrogenias e violências".
Stephania G. Klujsza
“Stephania Klujsza analisa, sob uma perspectiva histórica e crítica, como os corpos e os processos reprodutivos das mulheres foram medicalizados ao longo do tempo, evidenciando como o saber médico passou a regular experiências como menstruação, gestação, parto e contracepção. Ao problematizar práticas realizadas sem informação adequada ou consentimento, a obra revela os limites entre cuidado e controle, destacando a redução histórica da autonomia feminina.
Nesse contexto, a autora investiga a construção da categoria “”violência obstétrica”” no Brasil, mostrando que ela surge da ressignificação de experiências antes consideradas normais no parto. Ao acompanhar disputas entre movimentos sociais, instituições médicas e o campo jurídico, o livro evidencia as tensões em torno do reconhecimento dessas práticas como formas de violência.
A obra também aborda temas como humanização do parto, iatrogenias — com destaque para o alto número de cesarianas —, mortalidade materna e casos de near miss, ressaltando que muitos desses eventos são evitáveis. Ao longo da análise, destaca-se o impacto das desigualdades sociais, especialmente do racismo obstétrico, que expõe mulheres negras a maiores riscos.
Baseado em ampla pesquisa documental e bibliográfica, o livro reúne leis, protocolos e produções acadêmicas para refletir sobre a institucionalização dessas práticas e contribuir para o debate sobre uma assistência mais ética e humanizada.”
Contato: (21) 97665-3570 stephania.klujsza@gmail.com