GT 1: Dinâmicas, Fluxos e Representações do crime e da Justiça Penal
Coordenação: Haydée Caruso (UnB) | Leticia de Luna Freire (UERJ) || Nalayne Mendonça Pinto (UFRRJ)
O GT propõe reunir pesquisas que investiguem as experiências das juventudes em contextos urbanos marcados por desigualdades, conflitos, violências e disputas em torno dos usos da cidade. Partindo da tradição antropológica e sociológica desenvolvida no âmbito do INCT/InEAC, busca compreender como escolas, periferias e outros espaços das margens urbanas constituem territórios privilegiados para observar formas de sociabilidade, processos de produção de conflitos, práticas de regulação social, circulação de pessoas, bens e informações, bem como diferentes modos de habitar e produzir a cidade.
As pesquisas que fundamentam esta proposta evidenciam que as experiências juvenis são produzidas na interseção entre instituições, territórios e distintas formas de regulação social. A escola é compreendida como espaço de produção de conflitos, negociações, sociabilidades e cidadania, atravessado por desigualdades e disputas cotidianas. As periferias urbanas, por sua vez, são analisadas como territórios nos quais se articulam dinâmicas de violência, governos criminais, desaparecimentos, controles territoriais, circulação de pessoas e mercadorias, além de distintas formas de acesso a direitos.
Esses processos conformam trajetórias juvenis marcadas por mobilidades, pertencimentos, redes de sociabilidade, estratégias de resistência e construção de projetos de vida. A partir de uma abordagem etnográfica e relacional, busca-se compreender como jovens produzem sentidos sobre seus territórios e negociam, no cotidiano, fronteiras entre centro e periferia, legalidade e ilegalidade, proteção e controle.
O GT pretende fomentar o diálogo entre pesquisas etnográficas, estudos urbanos, sociologia da violência, antropologia das instituições e estudos sobre juventudes, acolhendo trabalhos que discutam escolas, periferias, políticas públicas, mobilidades, violências, conflitos, territorialidades, criminalização, desigualdades, cidadania e direitos. Busca, ainda, ampliar o debate sobre as formas pelas quais jovens negociam normas, constroem trajetórias e produzem sentidos sobre seus territórios, fortalecendo o intercâmbio entre pesquisadores(as), estudantes e profissionais e contribuindo para o diálogo entre produção acadêmica, políticas públicas e experiências sociais em diferentes contextos do país.
Sessão 1 - 05/11 - 9h
Uma breve análise sobre a percepção docente e o espaço escolar em Duque de Caxias/RJ
Evelyn Marques Perrucho
Além dos muros da socioeducação: trajetória de egressos do sistema socioeducativo, território e redes de proteção no Rio Grande do Sul
Débora Jordana Miranda de Araújo
O voto como ferramenta de mudança? Percepções de alguns jovens trirrienses sobre participação política e transformação social
Lívia Miranda de Freitas – Mariana Rodrigues Ribeiro – Rudson César Andrade da Silva – Dario Pereira Lopes – Jaider dos Santos Costa
A Aplicação das Medidas Socioeducativas sobre os Atos Infracionais Cometidos Pelos Adolescentes em Conflitos com a Lei
Raymundo Nonato de Almeida Santos
O Laboratório Escola de Pesquisa e Iniciação Científica (LEPIC): Etnografia, Conflitos Escolares e a Produção do Saber Antropológico na Educação Básica
Alice Magalhães Ribeiro
Sessão 2 - 05/11 - 14h
De “vai virar casaco” a “macaco”: estudo etnográfico sobre violência em uma escola estadual no Rio de Janeiro.
Maryssol da Cruz Martins de Souza
Experiências de ensino em bairros periféricos de Nova Iguaçu: entre a luta antirracista e o silenciamento.
Mariana Alves Prazeres dos Santos
JUVENTUDES E CIÊNCIA: UM OLHAR A PARTIR DO PROJETO FEIRA DE CIÊNCIAS
Tatiane Mendes Pinto – Talitha Rocha
A “invenção” dos ataques às escolas: a construção do problema público e suas formas de governo
Lucas Henrique Diniz Feltrin
Entre a proteção e a vigilância: A administração da segurança escolar após os ataques de Saudades e Blumenau
Giovanna Barros Gomes
Sessão 3 - 06/11 - 9h
O movimento red pills e suas influências na rede pública de ensino: violência simbólica, discursos de ódio e conflitos entre estudantes da rede pública de ensino
Ana Amélia Soares Felix da Silva – Marcela Peixoto – Amanda Almeida – Débora Silva – Andréa Soutto Mayor
O QUE SEPARA OS HOMENS DOS MENINOS: MASCULINIDADES COMO DINÂMICA DE APROXIMAÇÃO AOS ATOS INFRACIONAIS EM JOVENS DE CLASSE MÉDIA
Júlia Carvalho Carreira
Batalhas de Rimas em Campos: Direitos, Conflitos e Jovens
Ana Luísa Freixo Menezes – Maria Luiza de Oliveira Duarte – Simone de Castro Monteiro – Rodrigo de Araujo Monteiro
“BOLSISTAS SÃO TRABALHADORES”: mediação científica, precarização e ação coletiva no Museu da Vida – Fiocruz
Máyra Paula Costa Ludgerio
“Com um braço a gente acolhe, com o outro a gente luta”: Mães ativistas e o movimento por direitos de suas crianças trans
Gael Guerreiro Botelho Hermeto de Almeida
Entre o carro e a cidade: produção social do medo, mobilidade e juventudes no Rio de Janeiro
Luiza Piçarro Rios